O texto abaixo é de minha aluna Josiane Cristina Alves, do 3º ano do Ensino Médio. É um artigo de opinião sobre o sonho (imposível) dos governandtes de Sertãozinho em transformá-la em cidade turística. Foi produzido para a 3ª Olimpíada de Língua Portuguesa, que acontece de 2 em 2 anos e já é semifinalista. No final de novembro iremos para Belo Horizonte onde conheceremos os alunos finalistas que em dezembro participam  do encerramento da OLP em Brasília.
       Não conheço BH, mais uma vez a OLP me proporcionará um novo lugar para escrever no blog. Em 2010, acompanhei uma aluna classificada na categoria crônica à Curitiba e depois à Brasília onde o texto ficou coma medalha de prata. Que venham outras Olimpíadas.


Turistas em Sertãozinho: lenda urbana

Sertãozinho é a capital mundial do setor sucroalcooleiro. O que a torna grande, contradizendo o nome diminutivo, são 7 usinas e destilarias de açúcar e etanol, além de 550 indústrias ligadas ao agronegócio da cana-de-açúcar. Feiras como Fenasucro&Agrocana e  ForInd são referências em tecnologia e atraem visitantes de diversos países. Consequentemente desenvolveu-se o ‘turismo de negócios’ que lota hotéis durante a semana com empresários e profissionais da área.
Entretanto, nos últimos anos estão sendo feitos investimentos abundantes em ‘turismo de lazer’. Segundo Marcos Favaretto, Diretor de Turismo e Cultura de Sertãozinho, “a cidade precisa investir para que os hotéis fiquem lotados também aos finais de semana”. Porém, para que uma cidade sem atrativos naturais se torne turística é preciso fabricar as atrações. Somados, são mais de 15 milhões investidos em ‘obras turísticas’ como o pórtico na entrada da cidade (350 mil), Cristo Redentor (4 milhões), praia artificial (8 milhões) e Trem da Cana (3 milhões). Esse tipo de turismo traz benefícios para a população?
Do meu ponto de vista, o bem estar dos sertanezinos foi colocado em segundo plano em favor da estética. As obras inacabadas e consideradas desnecessárias têm desagradado aos moradores.
A função do pórtico recém-inaugurado, por exemplo, não ficou muito clara. O prefeito diz que “o objetivo da obra é deixar a cidade mais bonita, acolhedora e segura para moradores e turistas”. Não sabemos a quais turistas ele se refere; quanto à segurança, o comentarista do Jornal da Clube, Antônio Vicente Golfeto, analisa: “...é como uma casa com quatro portas que, por questão de segurança, se fecha uma; como se nas outras não fosse possível entrar ninguém. Uma das entradas com as câmeras irá captar informações, perfeito! Mas precisa ser nas quatro entradas de Sertãozinho, fora isso fica meio manco.”
Estudos para a instalação do Trem da Cana, iniciaram-se em 2009 e o primeiro passeio turístico até o vizinho município de Pontal está previsto ainda para 2012. Ao que tudo indica, pelos trilhos restaurados passarão trens de carga. Isso preocupa àqueles que residem nas proximidades da linha pelos inconvenientes que podem ocorrer, como o fechamento da rua dificuldando a ligação do bairro Jardim Alvorada com o centro da cidade.preocupação às pessoas que residem nas proximidades da linha
Desde 2008, o Cristo Redentor cria expectativas por ser maior que o Cristo carioca. A notícia foi publicada até no The Sidney Morning Herald, da Austrália. Porém, há 4 anos a estátua aguarda ao lado do pedestal inacabado. O atraso desvia a atenção de uma polêmica que permeou a construção do Cristo original: o desrespeito ao art. 19º da Constituição Federal, que indica o desejável distanciamento entre governo e religião. A ostentação desse monumento fere nossa lei maior, pois não existe neutralidade alguma quando se utiliza impostos pagos por pessoas de diversas religiões para a construção de um símbolo católico.
Temos ao menos uma obra pronta para receber turistas, a praia artificial. Com piscina, churrasqueiras, quadras esportivas... e o melhor: tudo grátis. Em finais de semana ensolarados, o parque recebe até 7 mil visitantes, sendo 70% de cidades vizinhas. Ou seja, é mantido com dinheiro dos sertanezinos e bem pouco frequentado por eles.
Com IDH de 0,833, não há como dizer que saúde e educação vão mal em Sertãozinho. Contudo, se a sobra orçamentária permite extravagâncias, que haja consentimento da população para realizá-las. Com certeza, a preferência seria pela construção de UBSs, atendimento médico 24h, maior rapidez nos agendamentos de consultas e valorização dos profissionais da saúde. Parte do dinheiro vem do Ministério do Turismo, o que só agrava o absurdo de se investir em uma cidade sem potencial turístico quando as obras para a Copa do Mundo de 2014 estão atrasadas em todo o país.
Assim, tais obras turísticas são desrespeitosas com a população e inúteis já que ninguém trocará a vista de uma das Sete Maravilhas do Mundo para avistar os canaviais. É válido que se invista na infraestrutura para bem receber quem nos visita por nosso forte potencial econômico e produtivo. E nos finais de semana que divirtam-se com suas famílias em Ipanema ou Copacabana.
Hotel Ibis Budget - Rede Accor Hotéis
       Quem está solicitando o visto americano precisa ficar 2 dias na capital escolhida para a entrevista no Consulado  (São Paulo, Rio de Janeiro, Recife ou Brasília). Para a maioria dos brasileiros isso significa no mínimo uma noite em hotel e claro, nos mais próximos do Consulado.
       Há outras opções, mas a mais procurada é o Formule 1 (atual Budget) pelo preço imbatível, além da excelente localização. Tanto que ao pegar o táxi em frente ao CASV (Centro de Atendimento ao Solicitante do Visto), o taxista já perguntou se íamos para o Formule 1, que em breve se chamará Ibis Budget.
           No mesmo endereço (Av. Roque Petroni Junior, 800) há 2 torres da rede Accor: a Torre I é o Ibis e a Torre II é o atual Ibis Budget. Bem em frente ao Morumbi Shopping e muito próximo ao Consulado: cerca de 5min de táxi que custa em torno de R$10,00.
          A diferença entre eles é de R$34,00. A diária do Ibis é R$189,00 e do Formule1 R$155,00, mas a economia não está só no preço, já que os quartos do Ibis são duplos e os do Formule 1 são triplos. 
Hotel Ibis Budget - Rede Accor Hotéis
          Os quartos são bem pequenos, mas limpos. Para garantir o melhor preço não possuem guarda-roupa, nem frigobar, telefone no quarto, secador de cabelos ou amenities (apenas um sabonetinho). Como não há serviço de despertar, ao lado da cama fica um reloginho para ser programado pelo hóspede. Na recepção vende-se garrafas d´água para levar para o quarto.
           Não há restaurante para as refeições, mas na torre ao lado (Ibis) o jantar custa R$31,00 por pessoa. Sem dúvida o melhor a fazer é atravessar a rua e analisar as opções da praça de alimentação do Morumbi Shopping.
        O café da manhã (R$10,00) é simples mas minhas filhas adoraram, pois em cada uma das mesas redondas de 8 lugares há uma torradeira. O check-in é meio demorado, mas em compensação não existe check-out, nem mesmo para entregar os cartões magnéticos. Para quem precisa de um quarto apenas para passar a noite, está perfeito.
              Na rede de hotéis Accor, quem conhece um, conhece todos. Nesse de baixo custo não há pontuação no cartão Accor.
        Felizmente nem todos os países impõem tanta dificuldade para conceder o visto de turismo quanto os Estados Unidos. Abaixo estão os procedimentos, custos e validades para os brasileiros viajarem mundo afora.
Informações sobre vistos de turismo em diferentes países
Revista Viagem e Turismo, julho/2012, pág 142.
Clique na imagem para ampliá-la.

Leia também: Visto americano


            Nunca tinha pensado em visitar o Maranhão. Até que recebi no Twitter a indicação do vídeo abaixo, que em apenas um minuto deixa quem assiste curioso para ver as belezas desse Estado. Vale a pena conferir:




Álbum com fotos de viagem       
      Sou do tipo que lê a revista desde o editorial e esse ficou muito bom. Seção Welcome, Viagem e Turismo, agosto/2012.
 Texto de Gabriela Aguerre.

 

 

A viagem dos outros

       Não foi sempre assim. Mas já achei muito chato ter de ouvir relatos intermináveis sobre viagens que, a princípio, não me interessavam.
      Lembro-me, ainda pequena, de quase ter adormecido enquanto o pai de um amigo mostrava, incansável, dezenas de slides de um tour pelo interior da Escócia projetados em uma parede da sala, em uma apresentação formal do que havia sido a viagem do casal.
      Estava escuro. As imagens eram parecidas. Pedras. Gramados. Castelos. O casal. Ele com ela. Ele sem ela. Só ela. Os castelos. Descrições monocórdicas. A sala à meia-luz. O canto da parede um pouco descascado. Bocejos.
     Tudo bem, eu era pequena, Harry Potter não tinha nascido, e a Escócia ainda não me dizia nada. Mas o fato é que sempre prestei atenção ao talento que as pessoas têm ou não têm de contar histórias de viagem.
      Hoje gosto de tudo. Quem chega com 600 fotos digitais é bem-vindo. Desenvolvi essa paciência. Vejo graça na ansiedade de registrar todos os instantes. Gosto de diários, aprecio cadernetas de anotações. Quem prepara apresentações cerimoniosas também me agrada. Convidar os amigos, fazer pipoca, selecionar fotos (não muitas), contar coisas engraçadas -  e saber a hora de parar. A solução mais genial foi a da Jo, que pendurou num varal improvisado dentro de casa fotos do Vietnã. A gente chegava e passeva pela viagem dela enquanto tomava um chá e falava da vida. Ficou lindo.
      Talvez minha formação tenha me deformado. Meu pai, arquiteto e artsta, conta histórias com cheiros e sabores de lugares que ele conhece e não conhece. Impressionante. Minha mãe, que já foi agente de viagens, monta os melhores álbuns de fotos. As viagens dela são coloridas, animadas, ganham vida cada vez que falamos delas.
       Pensei nisso tudo depois que terminei de ler a reportagem do Petta e da Carol em Mianmar (O Reino dos Templos Dourados, na página 98). Gostei quase mais da viagem deles do que da minha. Sério mesmo. Uma boa história de viagem, e há mil manieras de contá-la, deixa a gente feliz e leva longe.
Um abraço,
Gabriela Aguerre
diretora de redação


Sopa de Capeletti

Receita de sopa de capelette
            Quando estava em Gramado já tinha virado piada a frequência com que a Sopa de Capeletti aparece nos cardápios dos restaurantes, mas uma semana depois de voltar já estava sentindo saudades daquele sabor tão comum por lá. Essa sopa, no sul do país, é bem rala. Um caldo clarinho com os capelettis (como na foto). Vi receitas pela internet que levam pedaços de carne ou frango combinando com o recheio da massa. Eu gosto do caldo um pouco mais encorpado e substancioso, então fiz a minha assim:

Ingredientes
1 pacote de capeletti do sabor preferido (carne, frango ou queijo);
1 envelope (1 porção) de sopa cremosa do sabor preferido (eu usei mandioquinha);
Alho, cebola e demais temperos de preferência;
Azeite;
Caldo de carne ou frango;
Cheiro verde;
Queijo ralado.

Modo de Fazer
- Em uma panela grande refogue o alho e a cebola no azeite.
- Acrescente água suficiente para a sopa, caldo de carne ou frango e outros temperos que preferir (eu usei um pouquinho de Chimichurry). Modere no sal.
- Quando a água estiver fervendo, acrescente o capeletti e deixe cozinhar por 10min.
- Por último, acrescente o envelope de sopa cremosa e mexa para dissolver.
- Sirva salpicada com queijo ralado e cheiro verde.
Bom apetite!


"Leve nos olhos a imagem colorida de Gramado"

Pórtico de entrada de Gramado - RS
            A frase, que fica do outro lado do pórtico de entrada, foi escolhida há anos em um concurso escolar do Ensino Médio e o autor vencedor é o atual vice-prefeito da cidade. Mas Gramado é para se desfrutar com todos os sentidos e não apenas a visão, caso contrário as fotos bastariam. Apesar de visitar a cidade no período de poda das hortênsias, com as flores totalmente secas, eu as enxergava azuis, com meus olhos enganados pela memória afetiva das belíssimas imagens que já vira na internet.
Hortênsias secas em Gramado - RS. Época de poda.
Elas estavam assim.
      
Montagem com hortênsias de Gramado - RS
Mas era assim que eu as enxergava.
         As sensações despertadas vão muito além do que se vê. As fotos de divulgação são fiéis ao mostrar suas belezas, mas só estando ali para sentir o cheiro do chocolate das inúmeras lojas, os sabores variados de seus restaurantes, o frio característico dos meses de inverno ou ouvir o sotaque típico de sua população gentil.
       No passeio de Jardineira, ouvi do senhor que a dirige que "estar em um lugar tão tranquilo e seguro, não tem preço". Não se engane, tem preço sim e é bem alto. Gramado é um destino caro tanto em hotéis, quanto restaurantes e passeios. Prepare-se.
      A melhor época para se visitar depende do que o turista procura. Chocolate, vinho e bons restaurantes estarão lá o ano todo. Mas dependendo do que se procura além disso, atente para o mês ideal:    

- Quer ver o Natal Luz? Então vá de novembro à 1ª quinzena de janeiro.
- Quer o frio típico da região e quem sabe até alguns floquinhos de neve? Junho e julho.
- Quer ver as hortênsias em todo o seu esplendor? Novembro à abril.
- Quer colher as uvas nas parreiras verdinhas? Janeiro à março.
- Quer conhecer a cidade sem gastar demais? Agosto à outubro.

          Portanto, junte às pesquisas sobre hoteis e passagens aéreas, se é a época certa para o que você espera encontrar por lá. Mas não deixe de ir, é uma cidade linda!

Índice de posts sobre Gramado -

1ª viagem agosto/2012

- Gramado-RS - Faça as contas
- Check list para Gramado e Canela
- City tour em Gramado e Canela
- Tour Uva e Vinho
- Tour Parques de Gramado
- Sabores de Gramado
- Pontos turísticos de Gramado e Canela
- Sopa de Capeletti
- Cantina Strapazzon

2ª viagem agosto/2014

- Snowland
- Gramado bom, bonito e barato
- Gramado por Porto Alegre ou Caxias do Sul?
- Em Gramado nem turista, nem viajante
- Fonte do Amor Eterno
- Sabores de Gramado II
- Lago Negro
- Snowland - Gramado-RS
- Hotéis em Gramado
- Passeio de Maria Fumaça -  Bento Gonçalves - RS
- Cristais de Gramado
- Museu do Perfume
- Bondinhos aéreos da Cascata do Caracol
- Gramado Zoo
- Casa Valduga - Vale dos Vinhedos - RS
- Vinícola Torcello - Vale dos Vinhedos - RS
- Parque Tomasini e A Mina
- Vinícola Ravanello - Gramado - RS
- Uma dúzia de atrações grátis em Gramado
- Aldeia do Papai Noel
- Parque Gaúcho
- Museu Medieval
- Chocolate, chocolate, chocolate
- Churrascaria Garfo e Bombacha (Canela)
- Moedas de Gramado
- Entrevista com Papai Noel
- Roteiro de 6 dias em Gramado, no inverno
- Cantina Strapazzon

logo mala



       Gramado
         Gramado tem um turismo fabricado, não que isso a desmereça. Além dos eventos de turismo em determinadas épocas do ano, como o Festival de Cinema e o Natal Luz, muito mais por ali foi feito para ocupar os mais de 2 milhões de turistas que a visitam por ano. Os lindos e famosos lagos são artificiais, a hortênsia - flor símbolo da cidade - não é típica da região, muitas das lojas de chocolate apenas derretem marcas conhecidas nacionalmente, são mais de 10 museus particulares que cobram caro pela visitação do acervo artificialmente construído... mas tudo é feito de forma tão caprichosa que nada tira o encanto e o charme original da cidade. Todo ano surgem novos 'pontos turísticos' como os que seguem:

Lago Negro, Gramado - RS
Aldeia do Papai Noel
A Mina
Belvedere - Vale do Quilombo
Casa do Colono
Cristais de Gramado
Gramado Golf Club
Igreja do Relógio
Igreja São Pedro
Gramado Zoo
Kartódromo Tomasini
Lago Joaquina Rita Bier
Lago Negro
Mini Mundo
Mundo Encantado
Museu das Pedras Preciosas
Museu de Cera
Museu da Harley
Museu do Automóvel
Museu do Chocolate
Museu do Perfume
Museu Super Carros
Museu Medieval
Paintball Adventure
Parque Gaúcho
Reino do Chocolate
Vinícola Ravanello
Snowland

             Os pontos turísticos de Canela são mais 'naturais'. Também há atrações fabricadas como os museus e parques temáticos, mas ali o que mais atrai turistas são os presentes ganhados da natureza, como as cachoeiras e o potencial para o ecoturismo e turismo de aventura. A proximidade tanto física quanto cultural é tamanha que Canela tem eventos bem parecidos com os da vizinha Gramado, como o Sonho de Natal e os Festivais de Música e de Teatro. Alguns pontos para serem visitados:
Parque Terra Mágica Florybal

 

Conclusões sobre Gramado
Ah, os sabores de Gramado! Incomparáveis e inesquecíveis. 
Lago negro - Gramado - RS

            São muitos restaurantes, para todos os gostos e bolsos. Tantos que, com perdão da blasfêmia, me senti um pouco como na Passarela do Álcool, em Porto Seguro, com os garçons na porta dos estabelecimentos tentando pegar o freguês a laço. Para ir do hotel ao centro tínhamos que caminhar uns 300m repletos de restaurantes e na frente de cada um havia alguém convidando para entrar. Quando voltava ao hotel estava com os bolsos cheios de panfletos e cartões de propaganda.

Os imperdíveis:
               Chegamos à noite e nosso primeiro jantar foi no Divino, bem ao lado do Palácio dos Festivais, que merece o nome que tem. Meu marido pediu um filé ao molho barbecue e eu preferi as sopas, são 4 tipos para servir-se a vontade por R$25,00. As duas opções estavam ótimas. Tão bom que no domingo voltamos para almoçar no sistema de buffet, com bacalhao, paella e muito mais.
Restaurante Divino em Gramado - RS
Restaurante Divino.
             Li tantos elogios que não podia deixar de conhecer o Vale Quanto Pesa, que fica na rua atrás da igreja. Realmente comida muito boa, por R$34,90 o kg. Esse, como a maioria dos restaurante de Gramado, tem transporte  para buscar e levar de volta ao hotel. Não usei nenhum, mas vi até limousine nas ruas fazendo esse serviço. É do restaurante Portugalia.

          O Pasteleiro é uma lancheria (lá não se chama lanchonete) com decoração que remete ao Festival de Cinema de Gramado. As paredes têm fotos de artistas, há uma réplica do Kikito em tamanho grande e no cardápio todas as opções são nomes de filmes, por exemplo, o pastel Ratatouille tem recheio de 4 queijos e o Procurando Nemo tem siri. Há 3 tamanhos de pastéis que podem ser fritos ou assados: Longa Metragem, Super 8 e Curta Metragem. Eu não resisti à sopa servida no pão italiano, estava ótima!
Lancheria "O Pasteleiro" -  Gramado - RS

          As opções de fondue estão por toda parte, a mais oferecida e procurada é a Sequência de Fondue que começa com o de queijo, depois passa para a carne na pedra com mais de 10 tipos de molho e de sobremesa as frutas com chocolate. Vi ofertas a partir de R$34,00 por pessoa. Nós escolhemos o St. Gallen, na Av. das Hortênsias, quase em frente ao Hotel Águas Claras. Foi recomendado como o melhor fondue da cidade, não posso afirmar isso, pois não experimentei outros, mas este estava muito bom. Mesmo em baixa temporada, havia fila de espera por mesa. Pagamos R$45,00 por pessoa.
Fondue no St. Gallen - Gramado - RS

Furadas:
Churrascaria Ipiranga, em Bento Gonçalves. Foi o guia do Tour Uva e Vinho que nos levou para lá dizendo maravilhas. Custa R$48,00 por pessoa e, a não ser que você coma todo esse valor em carne, não vale a pena, pois os acompanhamentos são uma piada. Não há pista de buffet, vem tudo em travessinhas na mesa e as carnes em 'espeto corrido', ou o nosso conhecido rodízio. Mas esse 'tudo' dos acompanhamentos chega bem antes que a carne e são opções bem pesadas para quando começarem a passar a carne o cliente nem ter mais fome. Começaram a servir as carnes, depois de 20min colocando diante de nós salada de alface e almeirão, maionese, pastelzinho, bolinha de queijo, polenta, sopa de capeletti, spagueti com molho de frango, spaguetti aos 4 queijos, etc. No valor já está inclusa a sobremesa, apenas uma opção das 3 oferecidas: sagu com creme de leite, pudim de leite ou mousse de maracujá. Ninguém na mesa gostou da opção que escolheu, nem era preciso o garçom ressaltar que não era possível repetir nem pedir outra. Ninguém faria isso. 

Pizzaria Pecatto, o atendimento é ótimo, o ambiente agradável, mas a pizza é bem meia boca. Comprei o rodízio 'com mais de 50 sabores de pizza' em um site de compras coletivas por R$16,90. O garçom trazia a bandeja com apenas 2 pedaços de cada sabor (um para mim e outro para meu marido). Vinha margarita e logo em seguida tomate seco com rúcula o que dava a impressão de só terem jogado esses ingredientes por cima da anterior. Depois veio uma de filé(?): queijo com um bife picadinho em cima. Advinha qual foi a próxima? Filé com milho...rs Não passaram por nós nem metade dos sabores prometidos.

         Apenas 4 jantares e 3 almoços foram poucas refeições para que pudesse experimentar tudo. Não deu tempo para o Café Colonial e nem para ir à Churrascaria Garfo e Bombacha, em Canela, que oferece a Noite Gaúcha. Todas as agências de receptivo oferecem o jantar na churrascaria às terças, quintas e sábados. Chegamos na quinta à noite e no sábado, depois do Tour Uva e Vinho, não há nem tempo e nem disposição para ir até lá. Tentei ir na sexta, mas não encontrei quem levasse. Até no ponto de informações turísticas a fala foi a mesma: sexta-feira é dia da CVC tomar conta de lá. Então tá, fica para a próxima.


Pontos Turísticos de Gramado e Canela
          Não fizemos esse tour por falta de tempo, tivemos apenas 3 dias inteiros em Gramado, mas se estivéssemos com as crianças faríamos com certeza.
Mini Mundo - Gramado - RS

     Geralmente estão incluídos no passeio o Gramado Zoo (R$20,00), o Parque do Gaúcho (R$20,00), o Mini Mundo (R$16,00) e a Aldeia do Papai Noel (R$16,00). Com duração de 5 horas, a média em cada parque é de pouco mais de 1h. Pela Jardineira das Hortênsias, por exemplo, custa R$32,00 por pessoa, sem os ingressos das atrações. No total, com ingressos e transfer, o passeio de meio dia custa mais de R$100,00 por pessoa, mas quem estiver com crianças não deixará de fazê-lo.
Mini Mundo - Gramado - RS
Museu do Ipiranga, no Mini Mundo.
              Como a cidade é pequena, tudo em Gramado é próximo: o Gramado Zoo fica ao lado do Parque do Gaúcho; o Mini Mundo e a Aldeia do Papai Noel localizam-se em travessas da Av. das Hortênsias. O problema é que a cidade não é nada plana. O sobe e desce de ladeiras para ir de uma atração à outra é bem cansativo, principalmente pela altitude a que poucos estão acostumados. Por isso, para quem não está de carro, a melhor opção para economizar tempo e dinheiro é contratar o passeio com uma agência de receptivo. Um táxi do centro até o Gramado Zoo custa R$30,00 (+ R$30,00 para voltar).

Mini Mundo - Gramado - RS
Aeroporto de Bariloche.
            Visitamos apenas o Mini Mundo que fica bem perto do Hotel Águas Claras, onde nos hospedamos. O lugar é encantador, para virar criança e viajar pelo mundo.
Mini Mundo - Gramado - RS
Mini Mundo visto a partir do "Porto de Porto Alegre"
         Gramado tem uma certa fixação por miniaturas. Além do Mini Mundo existe outro parque com construções em tamanho reduzido: o Mundo Encantado, cujas maquetes contam a história da cidade. Fica perto da Aldeia do Papai Noel e o ingresso custa R$15,00. O Mundo a Vapor, em Canela, também é um museu de miniaturas, como já falei aqui. Escolha onde você quer se sentir gigante e divirta-se.
Miniatura do Mundo a Vapor - Canela - RS
Miniatura do Mundo a Vapor.


Sabores de Gramado
Definindo em uma palavra: imperdível.
Maria Fumaça em Bento Gonçalves - RS
             Foi o melhor passeio que fizemos por lá. Ao contrário do cansativo (diria até entediante) tour em Canela no dia anterior, foi esse passeio ao Vale dos Vinhedos que me fez ter certeza que quero voltar ao Rio Grande do Sul, em outra época do ano, para ver as parreiras verdinhas, a colheita da uva e conhecer outras vinícolas.
             Por causa da distância entre Gramado e Bento Gonçalves, começam a passar nos hotéis bem cedo e antes das 8h já estávamos na estrada. O passeio dura mais de 12h, chegamos de volta ao hotel quase 20h. Cansa um pouco por conta das horas na estrada, mas deixa aquela sensação de 'Ah, já acabou!'. Dica: tome um remédio para enjoo porque a estrada na serra é muito sinuosa. Imagine essas curvas na volta, depois de degustar vinho o dia inteiro. Eu tomo Meclin, que não dá sono.Cantina Strapazzon - caminho das pedras - RS
        A primeira parada foi na Cantina Strapazzon, onde foram gravadas cenas do filme O Quatrilho e da novela Passione. Na antiga casa de pedra acontece a degustação dos vinhos e suco de uva e uma das descendentes dos imigrantes que construiram a casa, conta um pouco da história da família e da tradição na fabricação do vinho. Depois, claro, todos são convidados a visitar a lojinha onde são vendidos os vinhos e sucos, além de doces, frios e cosméticos feitos a base de uva. A taxa de visitação é de R$2,00.
A segunda parada foi na Vinícola Miolo.

Vinícola Miolo - Bento Gonçalves - RSVinícola Miolo - Bento Gonçalves - RSVinícola Miolo - Bento Gonçalves - RS











   
        Além de visitar as dependências da vinícola, a degustação de 3 vinhos e 1 espumante é acompanhada das explicações de um enólogo sobre as características da bebida, qualidade e harmonização. Na lojinha, com todos os 104 vinhos produzidos ali, é possível degustar outros vinhos e usar R$5,00, dos R$10,00 da taxa de visitação, para a compra de produtos. Há garrafas (peq.) a partir de R$10,00 e alguns vinhos e espumantes exclusivos que são vendidos apenas ali.
         A parada para o almoço na Churrascaria Ipiranga foi a única furada do passeio, mas vou deixar isso para outro post. Depois disso seguimos para Carlos Barbosa para visitar o show room da Tramontina que tem todos os produtos da marca com algumas promoções, mas a maioria dos produtos caríssimos. Como não me interesso muito por panelas e afins, atravessei a rua e fui gastar meus reais e os 40min que ficamos por ali na Grazzielle Bolsas. Bolsas de couro com preços muito bons e 20% de desconto em pagamento à vista.
Passeio de Maria Fumaça em Bento Gonçalves
         Dali fomos para a estação de Carlos Barbosa para embarcarmos na Maria Fumaça. O passeio de trem dura 1h e meia com parada em Garibalde para degustação de vinhos e suco de uva, acompanhada de música italiana. Depois de ouvir La bella polenta, toca o sino e todos de volta aos vagões. Então começam os shows típicos dentro do trem, com música italiana e gaúcha, dança e humor. Não dá nem pra perceber o tempo passar. No ponto final, que é a estação de Bento Gonçalves, há mais música, degustação e lojinhas de souvenirs.
           O passeio pela Jardineira das Hortênsias custou R$142,00 já com o ingresso da Maria Fumaça incluso. Todas as agências oferecem esse tour com preços e roteiros parecidos. Há 2 pontos aos quais vou dar mais atenção na próxima vez:
- a decrição do roteiro, para fugir daqueles que levam a muitos locais de compras para garantir a comissão do guia;
- ao almoço -  não recomendo de forma alguma o valor que já inclui o almoço. Sabe-se lá onde ele será servido.
          Como já disse no início, passeio imperdível. Quero repetir.



Tour Parques de Gramado

City Tour em Gramado
City Tour em Gramado com a Jardineira das Hortênsias
Jardineira parada no pórtico.
         A maioria das agências de receptivo (e são muitas) oferece o City Tour casado entre Gramado e Canela. Como a cidade é bem pequena e bem fácil de se localizar por ali, não achei vantajoso e preferi fazer o City Tour separado das 2 cidades pela Jardineira das Hortênsias. O passeio de jardineira custa R$16,00 e dura 2 horas, com 2 paradas para desembarque: o pórtico e o Lago Negro. Há outras paradas para fotografias de dentro do próprio ônibus. O Sr. Dias, que dirige a jardineira, é extremamente simpático e passa também pelos bairros 'não turísticos' de Gramado dando informações sobre a cidade de apenas 33 mil moradores fixos.

Lago Negro - Gramado - RS
1/2 hora de parada no Lago Negro.
           Ele nos mostrou a "Gramado dos Turistas" e "Gramado dos Moradores", uma cidade tão tranquila que a delegacia fecha para almoço e nem abre aos finais de semana. Deu até dicas de compras: vinhos bons e baratos -  vá ao mercado. Quer gastar como turista? Compre na Av. Borges de Medeiros. Quer gastar como o gramadense? Visite as lojas da Rua São Pedro.
          Além da Jardineira das Hortênsias, há outra agência que faz esse city tour panorâmico em Gramado. A Vitória Tour tem um passeio bem parecido por R$10,00. Em alguns lugares em que passamos vimos o ônibus aberto deles. O panfleto de divulgação da Vitória Tour oferece os melhores preços de passeios, o que não me animou foi a quantidade de locais comerciais em que fazem paradas. Não que eu não goste de fazer compras (mulher assim não existe!), mas a ânsia dos guias de turismo pelas comissões não pode se sobrepor ao lazer do turista, e em Gramado isso é muito nítido. Nos locais de 'compras' as paradas costumam ser maiores que em outros. Não visitei 'nenhum' lugar nos passeios que fiz em que não deixei alguns reais além do valor pago pelo passeio.
           Fechei o city tour de Canela para o mesmo dia à tarde e o Tour Uva e Vinho (até Bento Gonçalves) para o dia seguinte. No 'pacote', Canela saiu por R$28,00, ou seja, total de R$44,00 o city tour nas 2 cidades. Nas agências o preço único para 'Gramado e Canela' chega à R$80,00.

City Tour em Canela
Fábrica de chocolates Lugano - Canela - RS
Em frente à fábrica de chocolates Lugano.
Chocolates Lugano - Canela  - RS               A primeira parada foi na fábrica de chocolates Lugano que se diferencia das outras por produzir seu próprio chocolate e não apenas derreter o chocolate de outras marcas. Não faz muito sentido ir até Gramado para consumir chocolate da Nestlé ou Lacta em formatos diferentes, então experimentei, gostei e não fiquei comparando com outras lojas. Todo o chocolate que trouxe foi da Lugano. Tanto esta como as demais fábricas ficam abertas em horário comercial, de 2ª a 6ª. Já as lojas no centro da cidade abrem diariamente até às 21 horas.

Produção de bombons na fábrica de chocolate Lugano - Canela - RS
Produção na fábrica de
chocolates Lugano.
        
      Não há diferença de preço entre a fábrica e as lojas, mas o guia nos segurou 5 min dentro da Van explicando a vantagem de comprar ali um chocolate mais fresco, diretamente da fábrica e claro, não se esquecer de dizer o nome do guia ao pagar suas compras. Quem faz o passeio da jardineira em Gramado, ganha um cupom com 10% de desconto para compras do chocolate Lugano.
Fachada do museu Mundo a Vapor em Canela - RS         A segunda parada é no Mundo a Vapor. Mesmo quem decide não pagar os R$15,00 da entrada não deixa de fotografar ao lado da locomotiva da fachada. Não existe álbum de quem visitou Canela que não tenha uma foto dessas. Para concluir se vale a pena visitar o museu tenho que citar Fernando Pessoa: Tudo vale a pena. Se a alma não é pequena. Lá dentro o que há são maquetes e miniaturas funcionando a vapor, uma pequena praça de alimentação e, claro, lojas de souvenirs. Não é imperdível, mas já que está por lá... É legal conhecer, mas não acho que alguém volte para um 2ªvisita.

Cascata do Caracol - Canela _ RS          A próxima parada foi o Parque do Caracol, onde fica a cachoeira tão divulgada nas fotos da região. A entrada custa R$12,00, mas sai por R$10,00 para quem chega com as agências. Há um mirante para ver a cachoeira e também um observatório com 30m de altura que permite uma visão de 360º do parque, com binóculos a disposição, custa R$6,00 por pessoa. Aqui descobri que o esforço do guia em ser simpático e 'instrutivo' começava a ter efeito contrário. Ele falava demais!! Perdemos 15min do tempo prá lá de insuficiente para conhecer o parque, ouvindo sua 'aula' sobre os movimentos migratórios do sul do país. Perdi as contas de quantas vezes ouvi sobre a importância das araucárias e o crime inafiançável para quem derrubar uma delas.

Castelinho Caracol - Canela - RS             O Castelinho Caracol é uma construção conservada com seus móveis e objetos originais da família alemã que a construiu. Foi cenário de novelas globais como Chocolate com Pimenta (que não me lembro), em que era a prefeitura; e a recente A Vida da Gente (que não assisti), em que era a casa da personagem de Nicette Bruno. É uma visita rápida e cara, são R$6,00 para entrar e pagar mais R$17,00 por um pedaço de Apfelstrudel, torta de maçã preparada com a original receita alemã.
Igreja Matriz de Canela - RS              A última parada é a igreja no centro de Canela, com vários pontos comerciais ao seu redor que o guia lembra que fecham às 18h, então é bom correr para dar tempo de fazer as últimas comprinhas sempre lembrando de mencionar o nome de quem o levou até ali. Esse City Tour é o tipo de passeio que todo turista vai fazer, de uma forma ou de outra. São aqueles pontos turísticos meio que 'burocráticos', que você tem que visitar para dizer que conheceu um pouco da cidade. Voltando a Fernando Pessoa, tudo vale a pena para conhecer, mas com exceção do Parque do Caracol e da fábrica de chocolate, os outros pontos, a meu ver, não necessitam de uma segunda visita quando voltar a Gramado.

       


         A Olimpíada 2012 terminou e a próxima é no Brasil!! O mundo aguarda por 2016 e espero que nosso país corresponda às melhores expectativas. O vídeo abaixo foi apresentado em Londres para divulgar o país sede das próximas olimpíadas:




                    Hoje, 31 de agosto é comemorado o Dia do Blog. Com a blogosfera em constante ascensão nada mais justo que uma data dedicada a nossos queridos blogs.
Dia do blog 31 de agosto
Eu blogo, tu blogas, ela bloga...
                  O blog não é apenas um lugar para encontrar pessoas, é também um espaço onde o blogueiro encontra a si mesmo. Na verdade o blog é o antigo diário que perdeu a chave e o cadeado e ganhou mouse e teclado. Deixou de guardar segredos para tornar os pensamentos públicos.
                 Nesses 2 anos blogando tive gratas surpresas com o De Turista a Viajante  e situações engraçadas como o dia em que ouvi de um agente de viagem irritado: "A culpa é desses blogueiros que não têm o que fazer!"  Isso porque eu queria confirmar uma informação que ele não tinha ainda e já estava rolando na blogosfera. Tive que rir  e explicar que eu também sou blogueira.

Dia do blog 31 de agosto
                

         Parabéns a todos os blogueiros e uma curiosidade: a data não foi escolhida por ser o dia de nascimento ou morte de alguém de destaque na blogosfera e sim pela semelhança entre o nome BLOG e a data 3108. Alguém já tinha reparado nisso?
logo mala