Labirinto de Cruzetas - Daniel Murgel -MuBe

    Partamos do princípio de que eu não entendo 'nada' (absolutamente nada) sobre arte contemporânea e essa certeza foi reforçada ao visitar a exposição 'Construções e Geometrias' do MuBE (Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia). Não que eu seja expert em outras categorias de artes visuais, mas quando vejo uma galinha retratada em uma obra clássica, sei que é uma galinha. O mesmo para os contornos de um outro animal qualquer, ou de uma natureza morta ou um autorretrato. Quando vejo um grafite no alto de um prédio paulistano sei avaliar se gosto ou não da combinação de cores e formas que compõem a imagem que identifico.
Construções e Geometrias - MuBE
      Já na arte contemporânea é preciso ler a descrição que acompanha a obra e, para alguém leigo como eu, é uma grande frustração ler o frequente 'Sem título' das descrições. Para exemplificar o que estou dizendo, a escultura na imagem acima é de uma galinha e eu nunca saberia disso com certeza se a obra não estivesse acompanhada do título na placa a seu lado no chão. Depois de saber disso, até começa a fazer algum sentido. No entanto, admito que em alguns casos mesmo com o título, e até a descrição, algumas peças não fazem o menor sentido para mim. Sinto-me como uma personagem do conto "A roupa nova do rei" entre outros súditos fingindo que entendem a riqueza do tecido até que uma inocente criança grite que o rei está nu. Quando visito uma exposição de arte contemporânea fico esperando pelo alento (que nunca vem) de alguém inocentemente gritando: "Isso não é arte, é só uma parede (...ou uma pedra, ...ou um galho seco)".
Construções e Geometrias - MuBE
        Ao escrever esse texto, admito que me sinto tão nua quanto o rei e pronta para ser ridicularizada por me despir de pudores e admitir que a arte contemporânea é, na maioria das vezes, incompreensível para mim. Não sei identificar quando um tijolo deixa de ser objeto de construção e passa a ser obra de arte. Por que quem arranja uns tijolos sobre os outros no pátio de um museu é artista e o Sr. José que calcula milimetricamente as peças que formam as paredes de minha casa nova é apenas um pedreiro? A impressão que fica é que 'artista' é aquele que assim se autodefine e o valor da obra é atribuído de acordo com a autoestima de seu autor e da coragem de quem paga. Vai que cola!
Construções e Geometrias - MuBE
           Não, eu não entendo a arte conceitual e não sei como as peças de uma exposição se 'conversam'. Não me ensinaram a fazer isso e não há na internet nenhum manual do tipo "Aprenda a apreciar a arte contemporânea em 10 lições". A situação fica mais complicada para mim quando o artista iniciante faz questão de ressaltar que o que faz é 'arte' e não 'artesanato' porque na maioria das vezes a galinha da feirinha hippie é mais agradável aos meus olhos que aquela do museu.
       Também não entendo as críticas negativas ao trabalho de  Romero Brito por repetir sempre o mesmo estilo, pois não enxergo estilo algum em telas preenchidas com duas ou três cores sem nuances.
Construções e Geometrias - MuBE
      Não quero dizer com isso que as obras em questão não sejam arte, já iniciei o texto esclarecendo que é uma limitação minha. 'Eu' não as compreendo e me solidarizo com os filhos e maridos que levam cutucões dentro dos museus quando corajosamente dizem a frase "Isso eu também faço!" e as palavras admiradas soam mais alto que o esperado. Mario Vargas Llosa, Prêmio Nobel de Literatura de 2010, afirmou que "Atualmente tudo pode ser arte e nada o é..." Deve ser isso, enfim!
        Porém, não desisto e recomendo que você também não desista. Continue a visitar as exposições de arte contemporânea e a tentar compreendê-las. Você não é o único a questionar sobre o que vê, nós compartilhamos da mesma dúvida. 
Jardim com esculturas do MuBE
          No caso do MuBE, um museu criado com a proposta de não ter acervo fixo, a arquitetura do prédio já é em si uma obra de arte tão integrada ao ambiente que a entrada abaixo do nível da rua pode passar despercebida. Aprecie também as esculturas espalhadas pelo jardim projetado por Burle Marx. 
           Aos domingos acontece na área externa do MuBE uma Feira de Antiguidades, das 10h às 18h, com menos expositores que a feira do vão do MASP (que também acontece aos domingos), porém, com peças de mais qualidade: porcelanas francesas, vasos de murano, tapetes persas entre outras peças.
Feira de Antiguidades do Mube

      Se a exposição em cartaz deixar seus sentidos muito desconcertados (sinal de que a arte cumpriu sua função), atravesse a rua e visite a casa-museu Fundação Ema Klabin que tem um acervo de obras clássicas de compreensão mais 'rápida'. Ao lado do MuBE fica o MIS (Museu da Imagem e do Som) onde as exposições são sempre interessantes e concorridas. Verifique a programação e faça um pacotão cultural com os três museus, em algum deles você vai se encontrar.
Feira de Antiguidades do MuBE
Serviço
MuBE - Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia
Rua Alemanha 221, Jardim Europa - São Paulo - SP
De terça-feira a domingo, das 10h às 18h
Entrada franca
Feira de Antiguidades do MuBE
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berinjela crocante assada

Ingredientes
2 berinjelas médias cortadas em rodelas
1 ovo 
Farinha de linhaça suficiente para empanar
Páprica defumada
Chimichurri (ou outros temperos secos)
Sal

Modo de fazer
- Deixe as berinjelas já cortadas de molho em água e vinagre;
- Bata o ovo em um prato fundo com um pouco de água;
- Em outro prato fundo tempere a farinha de linhaça com os temperos sugeridos ou outros de sua preferência. Cuidado com o sal, pois a berinjela absorve bastante;
- Empane as fatias de berinjela passando no ovo e na farinha de linhaça temperada.
- Arrume as fatias na assadeira e leve ao forno por 40min (vire as fatias após 20 minutos).
- Sirva quente.
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Igreja de Nossa Senhora do Brasil

     A cidade de São Paulo tem dezenas de igrejas que valem uma visita, mesmo para quem não é católico (como eu): históricas, em diversos estilos arquitetônicos, tombadas como patrimônio, em louvor a diferentes santidades... mas nenhuma delas por ser tão disputada pelas noivas como a Paróquia de Nossa Senhora do Brasil, no bairro do Jardim América, região nobre de São Paulo.

Igreja de Nossa Senhora do Brasil

          Entre os vários casais famosos que se casaram ali estão a atriz Fernanda Souza e o cantor Thiaguinho; a apresentadora Ticiana Villas Boas e o empresário Joesley Batista; Juju Salimeni e o atleta Felipe Franco; a empresária Anna Rafaela Bass e o piloto Filipe Massa; Karina Bacchi e Amaury Nunes, além de socialites, políticos, ex-BBBs... A igreja também foi a escolhida para outras cerimônias de personalidades como o batizado dos trigêmeos Bernardo, Nicholas e Lorenzo, filhos de Isabella Fiorentino e o empresário Stefano Hawilla; e a missa de sétimo dia de Hebe Camargo

Igreja de Nossa Senhora do Brasil
        E por que tanto interesse? Porque é uma igreja lindíssima, além de estar localizada em uma região aristocrática de São Paulo, na esquina entre a Avenida Brasil e a Rua Colômbia. Um dos mais elegantes templos paulistanos, senão 'o' mais elegante deles. A construção em estilo neobarroco iniciou-se em 1940 e a inauguração aconteceu em 1958. A arquitetura é uma somatória de estilos inspirados nas igrejas coloniais mineiras (exterior) e nas belas igrejas portuguesas (interior) que resultou em um estilo colonial brasileiro modernizado, por isso, 'neobarroco'.
Igreja de Nossa Senhora do Brasil

     Sua aparência exterior lembra principalmente a Igreja de São Francisco, em Ouro Preto-MG. Os painéis de pastilha cerâmica remetem à Igreja São Basílio, de Moscou e as torres com balaustras se parecem com minaretes muçulmanos. A impressionante decoração interna tem a Via Sacra pintada quadro a quadro em tons de azul sobre fundo branco. No teto estão reproduções da Capela Sistina, no Vaticano, e o altar-mor, com data estimada em 1740, é de madeira entalhada e pertenceu anteriormente à Igreja do Rosário, em Mogi das Cruzes.

Igreja de Nossa Senhora do Brasil

        A descrição envolvendo tantos elementos pode parecer uma imensa mistura de estilos, mas todos eles são absolutamente harmoniosos. Tanto que a igreja se tornou o sonho das noivas que desejam a cerimônia perfeita diante do altar-mor onde está a imagem de Nossa Senhora do Brasil, a virgem com feições índias que traz no colo um Menino-Deus mestiço. A imagem representa as três etnias formadoras da nacionalidade brasileira: índios, brancos e negros.

Igreja de Nossa Senhora do Brasil.
           Para realizar o sonho de se casar na Igreja de Nossa Senhora do Brasil, diante de até 350 convidados, os noivos gastam entre R$4500 e R$24.000 com a cerimônia religiosa, dependendo da data escolhida, da antecedência do agendamento e dos serviços contratados que devem 'necessariamente' ser escolhidos entre os prestadores de serviços cadastrados pela paróquia (decoração, foto e vídeo, assessoria, etc). As músicas devem ser sacras, os vestidos da noiva e das madrinhas bem comportados (sem decotes exagerados e, caso alguma madrinha esteja com os ombros de fora, recebe uma echarpe para usar no altar durante a cerimônia). Os padrinhos são limitados a cinco casais para cada um dos noivos e as fotos não podem ser feitas em todos os espaços da igreja.

Igreja de Nossa Senhora do Brasil
       Achou que há exigências demais? Também acho! Mesmo assim as noivas se estapeiam (metaforicamente, claro) para agendarem uma data com média de 1 ano e meio a dois anos antes da data escolhida para o grande dia. A agenda abre com até 3 anos de antecedência e existe até lista de espera para algumas datas. Diz a lenda que alguns noivos nem sabem que estão com casamento marcado. Aos sábados, dia mais requisitado, podem acontecer até seis cerimônias de 45 minutos de duração marcadas de hora em hora entre às 17h e às 22h .
Igreja de Nossa Senhora do Brasil
        E então? Entendeu o porquê dessa ser a igreja dos sonhos de muitas noivas? Confesso que entendo mas não compartilho do sonho. Se fosse o caso, eu me casaria na igreja mais próxima e acessível e, certamente,  gastaria esse valor na viagem de Lua de Mel. No entanto, que é uma igreja lindíssima, isso é indiscutível. Até os banheiros merecem ser fotografados, por isso, as duas últimas fotos do post. Incríveis, não é?
Igreja de Nossa Senhora do Brasil

* Nós visitamos a Igreja de Nossa Senhora do Brasil em um city tour com a Relax Turismo.

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Vista desde o Farol Santander

         Está de passagem por São Paulo e quer conhecer o melhor da capital paulista? Se seu tempo for curto faça um city tour para ver o essencial. Se há mais tempo para se aprofundar na selva de asfalto, vidro e concreto, faça um city tour e depois volte com calma aos pontos de maior interesse.
         Nós experimentamos (e aprovamos) o city tour oferecido pela Relax Turismo e nosso guia foi o Sr. Napoleão, profundo conhecedor da cidade de São Paulo e de seus caminhos em um trânsito classificado entre os sete piores do mundo, o que faz a duração de 4 horas do passeio ser aproveitada o máximo possível.      Shopping Light
         A ideia é um city tour panorâmico partindo de um roteiro pré-definido com algumas opções de paradas para fotos. A ordem dos pontos a serem vistos depende do local inicial do passeio (geralmente o hotel) a partir do qual a agência cuidará da logística que permitirá que um passeio agradável e proveitoso.
       Só vamos lembrar que estamos falando de 'São Paulo' - a cidade mais populosa do continente americano - por isso, alguns desvios podem surgir pelo caminho, seja por uma rua interditada (por exemplo, a Av. Paulista aos domingos), ou um museu fechado (a maioria deles fecha às segundas-feiras), mas a cada desvio pode surgir uma surpresa agradável como atravessar a Rua Avanhandava, onde se localiza a Pizzaria da Famiglia Mancini. É como se transportar para outro lugar e outra época. Um presente para os olhos, um bônus imprevisto no passeio.

Pizzaria Famiglia Mancini

            Enfim, deixe por conta dos guias da Relax Turismo que, se  não for possível executar na íntegra o roteiro previsto, eles encontrarão opções tão satisfatórias quanto o que você havia imaginado. O roteiro pré-definido inclui:



-Teatro Municipal ou Instituto Butantan (parada para fotos);
Fachada do Teatro Municipal de São Paulo
         A visita guiada ao prédio histórico do teatro é gratuita, porém, é preciso fazer a inscrição uma hora antes da visita agendada. Por isso, além de fotografar a fachada e o hall de entrada, aproveite para informar-se sobre os horários de visita e programe-se para voltar em outro dia. Em alta temporada geralmente as visitas acontecem diariamente, nos demais períodos acontecem de quarta-feira a sábado.
Instituto Butantan
          Se sua opção for pelo Instituto Butantan, além do contato com a natureza há a opção de quatro museus para visitar: Museu Biológico, Museu de Microbiologia, Museu Histórico e Museu Emílio Ribas. Nem todos poderão ser visitados durante o city tour e algum pode estar fechado para manutenção. No site do Instituto Butantan é possível verificar as informações sobre atrações abertas à visitação.


-Viaduto do Chá (Vale do Anhangabaú, Prefeitura e Shopping Light);
Prefeitura de São Paulo e Shopping Light ao fundo
          Olhos atentos para observar detalhes dos prédios históricos de São Paulo, aqueles mesmos que já vimos tantas vezes pela TV, nos telejornais, nas novelas, nos filmes... O centro de São Paulo conserva a arquitetura original de sua fundação, contrastando com a modernidade dos edifícios de outros pontos da cidade. A grandiosidade da arquitetura dos prédios históricos impressiona.

-Largo São Francisco (igrejas e Faculdade de Direito);
Faculdade de Direito do Largo São Francisco
         Uma das faculdades de Direito mais antigas do país (junto com a Faculdade de Recife), ambas fundadas em 1827. Hoje é parte da Universidade de São Paulo (USP) e está entre as faculdades de Direito melhores conceituadas no país. A arquitetura do prédio é neocolonial caracterizada por suas "Arcadas", nome pelo qual a faculdade é chamada por seus alunos e ex-alunos.

-Praça da Sé (Catedral da Sé);
Cúpula da Catedral da Sé
          Na Praça da Sé encontra-se o monumento que representa o ponto zero de São Paulo, a partir do qual são calculadas todas as distâncias até São Paulo e numeradas as rodovias. A Catedral Metropolitana da Sé é a maior igreja de São Paulo e uma das cinco  maiores construções góticas do mundo. Seria maravilhoso parar para fotografar por ali, mas infelizmente não é um local seguro. Melhor ficar mesmo com as fotos panorâmicas.


-Bairro da Liberdade (colônia japonesa);
Feirinha da Liberdade
       A-do-ro!! É como se sentir estrangeiro no próprio país. O Bairro da Liberdade é a maior comunidade japonesa do mundo, fora do Japão. Aos sábados e domingos acontece a tradicional Feira da Liberdade, com produtos de decoração e culinária típicos. De passagem, você perceberá o clima estrangeiro na quantidade de orientais pelas ruas e nas lanternas vermelhas e brancas que caracterizam o bairro. Volte com calma para algumas comprinhas e para visitar o Museu da Imigração Japonesa.


-Mercado Municipal (parada de 15 minutos);
Frutas do Mercadão de São Paulo
        É no Mercadão de São Paulo que você vai experimentar o famoso sanduíche de mortadela, ou o bolinho de bacalhau ou então o pastel de camarão (entre vários outros sabores), todos igualmente saborosos (e um tantinho salgados no preço). As frutas são as mais lindas, suculentas e caras que você já viu, em média R$85, o quilo. Mesmo assim, não deixe de conhecer um dos principais pontos turísticos de São Paulo e nem de experimentar ao menos uma de suas delícias.

-Pateo do Collegio (fundação de SP) - parada de 10 minutos.
            A cidade de São Paulo cresceu ao redor de uma escola e o símbolo dessa origem é o Pateo do Collegio. A construção atualmente aberta à visitação de terça à domingo foi construída entre 1954 e 1979. Entre vidraças está conservada uma parede original de 1585, remanescente do antigo colégio de jesuítas. O acervo do Museu Anchieta abriga cerca de 700 peças distribuídas em seis salas. Para quem gosta de história o tempo de parada de 10 minutos certamente não será suficiente, volte em outro dia.

-Rua Boa Vista (Bovespa);
Impostômetro
            A Rua Boa Vista fica bem pertinho do Pateo do Collegio, nela está o Impostômetro, instalado no prédio da Associação Comercial de São Paulo para medir a quantidade de impostos que pagamos no país. A velocidade com que os números se alteram é tristemente impressionante de ser, mas não há como fugir de nossa realidade.

-Mosteiro de São Bento;
Mosteiro de São Bento
          Mais um dos prédios históricos do centro de São Paulo, construído entre 1910 e 1912. De segunda à sexta-feira, a missa das 7h tem canto gregoriano. Aos domingos acontece a tradicional Missa dos Monges, às 10h, e no último domingo de cada mês o Brunch no Mosteiro com gastronomia de grandes chefs de São Paulo. Faça uma visita virtual no site do Mosteiro.

-Edifício Martinelli, Farol Santander (antigo Banespa);
Edifício Martilnelli, visto do mirante do Farol Santander
         Os dois prédios estão muito próximos e ambos possuem mirantes em seus andares mais altos, de onde é possível ter uma visão privilegiada do centro de São Paulo. No Edifício Martinelli, a visita gratuita acontece diariamente entre 11h e 18:30h, com 15 visitantes por tour; é necessário inscrever-se no local 30 min antes da visita. No Farol Santander as visitas são pagas e, além do mirante, possui exposições fixas e temporárias em vários andares, como a visitadíssima Hebe Eterna que expôs objetos pessoais da dama da TV brasileira entre fevereiro e junho/2019.

-Av. Ipiranga (Edifício Itália e Copan)
Edifício Joelma
          Entre tantos arranha-céus, muitos têm seu valor histórico ou sua história entrelaçada à história da cidade. O Edifício Itália é o segundo mais alto de São Paulo com 46 andares (o maior é o Edifício Mirante do Vale, com 51 andares e  170 metros de altura). O sinuoso Edifício Copan foi projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1966. Tem 120 mil metros quadrados construídos e 1160 apartamentos. Menos ilustre, mas muito marcante na história de São Paulo é o Edifício Praça da Bandeira (foto) que antigamente se chamava Joelma e foi protagonista de uma tragédia, um grande incêndio que o tornou internacionalmente conhecido em 1974.

- Bairro Higienópolis e Pacaembu (parada de 5min no Estádio);
Estádio do Pacaembu
             O Estádio do Pacaembu é um estádio municipal que por anos foi a casa dos jogos do Corínthians e atualmente recebe muitos jogos do Santos. Ele abriga o Museu do Futebol , que exige um tempo maior para usufruir de suas atrações. Nessa parada é possível visualizar e fotografar o campo, as arquibancadas, a entrada do Museu e a lojinha com produtos esportivos de todas as equipes de futebol paulistas.


-Av. Paulista (MASP)


          O MASP é o principal cartão postal de São Paulo. Com certeza você já ouviu pela TV as notícias das manifestações que ocorrem em frente ao Museu e o famoso 'vão do Masp', um espaço livre de 74 metros que aos domingos recebe uma feira de antiguidades. Em frente fica o Parque Trianon. Passe pela Av. Paulista para descobrir sua grandiosidade e depois volte com calma para visitar suas tantas atrações.

- Rua Oscar Freire (Bairro Jardins);

Havaianas, na Rua Oscar Freire
          A Rua Oscar Freire está entre as mais fashion e caras do mundo. Mesmo que seja só para uma voltinha (sem compras) ela é incrível com suas lojas conceito como a da Havaianas e da Melissa (imperdíveis), seus famosos murais de grafite, suas confeitarias cheias de delícias. Na região (quase esquina com a Oscar Freire) fica a única loja Carlo's Bakery fora dos Estados Unidos. Não deixe de experimentar os canollis, são maravilhosos!

- Paróquia Nossa Senhora do Brasil (parada de 05 min. );

Paróquia Nossa Senhora do Brasil
        São Paulo tem muitas igrejas históricas e a Paróquia de Nossa Senhora do Brasil nem é assim tão antiga, data de 1940. Mas a riqueza de detalhes de sua arquitetura neobarroca e decoração são motivos mais que suficientes para merecer uma visita, mesmo para quem não é católico. Externamente lembra a igreja de São Francisco, em Ouro Preto. Internamente a Via Sacra é pintada em tons de azul sob fundo branco. Até mesmo os banheiros merecem uma visita. É a igreja mais concorrida pelos noivos de São Paulo. Nela se casaram, entre vários outros, os casais Fernanda Souza e Thiaguinho, Anna Rafaela Bassi e Filipe Massa, Juju Salimeni e Felipe Franco.

-Parque Ibirapuera;

Parque do Ibirapuera
            O Parque do Ibirapuera é o Central Park de São Paulo é o respiro para os paulistanos se desafogarem da correria, do trânsito, da poluição... lugar para relaxar passeando entre as trilhas arborizadas, o lago e as esculturas e os museus localizados dentro do parque. Roteiro para várias horas para quem quiser conhecer tudo. Ás segundas-feiras os museus estão fechados, mas dá para visitar o Obelisco que é um monumento funerário em homenagem aos heróis da Revolução de 1932.


          Nós fizemos o tour em uma segunda-feira de Carnaval e, além dos museus fechados, pegamos várias ruas interditadas por conta dos blocos carnavalescos. Não foi possível, por exemplo, contornar o Parque do Ibirapuera e nem atravessar a Avenida Paulista (que nós já conhecíamos). Como substituição, o guia Napoleão nos levou ao Hotel Unique e pudemos subir até seu último andar. A vista é maravilhosa.

Hotel Unique
             O tour tem duração de 04 horas, com início às 09h ou às 14h . Outros horários e adequações no roteiro podem ser combinados com a Relax Turismo conforme disponibilidade dos guias e veículos. Sim é possível relaxar em São Paulo. Divirta-se!

Serviço
Site: Relax Turismo
Endereço: Rua Avaré, 235 - São Paulo - SP
E-mail: contato@relaxturismo.com.br 
Fones: (11) 3663-0638 / 99177-6644 / 99658-5193
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Disney traz à tona memórias alegres de viagens com a família na infância
Zeca Camargo

Não é simples ser feliz num lugar onde todo o mundo fica torcendo para você ser feliz. Na Disney, mesmo que você entre nos parques com o pé esquerdo, num dia em que você acordou meio esquisito, tudo é feito para que você esbanje felicidade. 
E dá certo. A não ser que você pare para pensar no que está acontecendo... 
Magic Kingdom

Não fui de mau humor à Disney — pelo contrário. Passei adoráveis duas semanas trabalhando lá recentemente (como contei na última coluna) numa atmosfera de pura harmonia.
Fui literalmente todos os dias a pelo menos um dos quatro parques: Magic Kingdom, Epcot, Animal Kingdom e Hollywood Studios. Sim, tinha dias em que eu ia a dois.
Diverti-me, como era de se esperar, como uma criança. Mas, bombardeado por aquele “firewall” de alegria, a certa altura comecei a me perguntar se toda aquela felicidade à minha volta não era um pouco exagerada. 
Comecei a prestar atenção nas coisas que ouvia direto. “Tenha um ótimo dia”, por exemplo, é de praxe. 
Tristeza e Alegria, no Epcot

Todo o mundo que eu cruzava nos parques, porém, ia bem além nas nossas breves interações, dizendo coisas como: “Não é que você está com uma cara feliz hoje?”, “eu vejo que você está brilhando tanto quanto o sol lá em cima!”, “fizemos um bocado de coisas legais e positivas hoje, não fizemos?”, ou até mesmo —e esta eu tive de anotar para não me esquecer— “alguém com essa luz nos olhos só pode estar no melhor momento da sua vida aqui com a gente!”. 
Tudo um pouco estranho. Porém, esse é o clima. A gente aceita. 
Mas, quando a caixa de uma loja em Epcot quis saber o que eu tinha achado nas suas prateleiras que poderia ser a causa daquele sorriso no meu rosto, eu finalmente desconfiei. 
Será que eu estava mesmo tão feliz assim só de estar na Disney? E, em caso positivo, por que me sentia assim?
Eu precisei entrar numa galeria de arte, ali mesmo em Epcot, para começar a encontrar a resposta. 
Destoando das outras lojas, essa vendia gravuras e pinturas, sempre com os temas da Disney, mas que, ao contrário das mercadorias que você encontrava em toda esquina nos parques, custavam pequenas fortunas.
Lá eu vi, numa vitrine, uma pequena peça de metal reproduzindo um submarino com a inscrição “20 mil Léguas Submarinas” e tive aquele estalo! 
Lembrei-me da primeira vez em que visitei o parque, de uma atração com esse nome. Você submergia num submarino (hoje até meio tosco) a um nível bem raso, para conferir as “maravilhas do mundo do mar”: peixes e crustáceos mecânicos em baixo da água mexendo com a minha imaginação de criança.
Foi como se um compartimento da minha memória tivesse sido escancarado. 
Voltei para meados dos anos 1970 e me lembrei do meu pai apertando minha cintura numa montanha-russa como se a própria segurança do brinquedo não fosse suficiente para proteger seu filho das curvas. 
Do olhar da minha mãe, emocionada, no Small World —que está lá até hoje (cheguei até a mandar um vídeo para ela no WhatsApp, que, claro, a fez chorar). 
E, além da viagem submarina, vi claramente a imagem de meus irmãos, ainda menores que eu, rodopiando comigo nas xícaras do chá do Chapeleiro Maluco de “Alice no País das Maravilhas”...
E foi nessa lembrança espelhada na minha excitação de 2019 que encontrei a felicidade que eu estava sentido. 
Cada nova emoção que vivia em um dos brinquedos era, na verdade, um eco de um deslumbramento que eu mesmo havia experimentado décadas atrás. E aí estava a explicação genuína do sorriso impecável no meu rosto!
As pessoas que lá trabalham, genuinamente felizes, contagiadas por tantos outros sorrisos, não eram a causa real da minha alegria. 
Seus esforços quase automáticos de gerar felicidade eram uma boa tentativa de despertar aquilo em mim, mas minha satisfação —percebi então— vinha do meu próprio registro do que eu já tinha vivido lá. E de que eu nunca mais me esqueci.
A atração das “20 mil Léguas” já não existe mais. Fechou em meados dos anos 1990, como tantas outras substituídas por brinquedos ainda mais modernos e marcantes. 
         Mas, para esse cinquentão que voltava a abraçar toda aquela magia da Disney depois de um hiato de décadas, ela acabou sendo uma peça fundamental de um quebra-cabeças infinito chamado felicidade.
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Leia também:
- O inferno da Disney -  Fernanda Torres



     Como é viver em uma cidade turística e turistar onde mora? Fabrício Corsaletti tirou férias na própria cidade e contou na Folha de São Paulo como foi:
Templo budista no Bairro da Liberdade - SP

        Se moramos em São Paulo, nunca vamos poder passar férias na Liberdade, certo? Segundo a minha namorada, errado. Foi ela quem inventou a viagem e as regras. Na sexta-feira, cada um levaria sua mala pro trabalho e, terminado o expediente, iria direto pro hotel Nikkey, em plena rua Galvão Bueno, de frente pro Bueno Izakaya (que agora mudou pra alameda Santos). Até segunda-feira de manhã, não poderíamos sair do bairro de jeito nenhum. A não ser em caso de emergência —bate na madeira. Os dois filhos dela ficariam com o pai.
        Quando cheguei ela já estava no bar do lobby, tomando uísque e comendo castanhas. Por um instante não a reconheci. A partir daí, tudo o que aconteceu no fim de semana como que foi vivido em outro plano, em outra cidade, em outro país. Num Japão chinês-coreano imaginário, ou numa São Paulo menos dura e mais lírica.
Rua do Estudante, Liberdade - SP
      Nosso quarto era enorme, a um só tempo aconchegante e esquisito. Tinha uma bancada de fórmica de fora a fora com uma sequência de cadeiras alinhadas —ideal pra quem sequestrou uma dúzia de alunos do ensino fundamental e quer obrigá-los a fazer a lição de casa. Na banca da esquina, compramos uma coleção de revistas sobre o Japão medieval, que lemos juntos com grande prazer. Levei meu livro de haicais de Bashô: “partamos em viagem/ contemplemos a lua/ e durmamos ao ar livre!”.
         Samuel, o inesquecível sushiman do Nikkey, que infelizmente não está mais lá, nos deu ótimas dicas de bares e restaurantes. A gente entrava, experimentava um prato, matava uma dose de saquê e partia pro próximo. Nesses lugares, recebíamos novas recomendações —enchi um caderno vermelho com notas sobre comida e bebida e com histórias que as pessoas me contaram. 
Bebidas nos mercadinhos da Liberdade
       Entramos em lojas (canecas, quimonos, hashis decorados), num templo budista (deitados no chão, recebemos uma espécie de passe), na livraria Sol (patas de aranha em cascata nas belas páginas indecifráveis). 
          No café da manhã imitávamos os hóspedes japoneses: gohan, sunomono, peixe grelhado, missoshiru e chá. Na feira da praça encontramos por acaso uns conhecidos cariocas e almoçamos com eles numa das seis opções do predinho da rua da Glória, 111, cuja fachada branca e discreta esconde dois restaurantes por andar.
Feira da Liberdade
         No domingo à noite recebemos um convite pra despedida de uma amiga que ia morar na Austrália. Agradecemos, pedimos desculpas, mandamos beijos, mas dissemos que não podíamos —estávamos presos na Liberdade. A princípio ela não acreditou. Em seguida, ficou brava e então teve a ideia de transferir a festa de uma casa noturna de Pinheiros pra Chopperia Liberdade, o famoso karaokê, Las Vegas nipônica que serve churrasco e temaki, cerveja e shochu, e onde se pode tanto cantar quanto jogar sinuca.
Vista a partir da ponte da Rua Galvão Bueno

    Voltando pra casa de metrô, minha namorada e eu nos prometemos viajar mais vezes dentro de São Paulo. Bom Retiro, Mooca, centro. Desbravar todos os bairros! Mas não cumprimos a promessa. Só fomos mesmo ao bairro oriental. Deve ser por conta do nome. É sempre agradável pensar nisso.
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